quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Ana Elisa.

Quanta face esconde e cada uma bela por um artista,
Tenho três quadros de seu rosto, cada um contendo uma Ana Elisa,
Que perdido ao vento, mas em meu pensamento, sempre a tenho em vista,
Linda, e posso algumas vezes trazer essa pintura do breu batendo as asas lisas.

Tão mistério, coberto de negro é a distancia de cadáveres,
No tempo a toda a raça viva é curta, como encurta nosso tempo,
De um pouco mais de um ano ou dois e nem somos tão longos quanto a arvores
Mas a conheço como se da infância fomos separados dos campos.

Melancólica é a chama do castiçal que se despede
Taciturna a noite da partida quando lhe escrevo em sede,
E imagino sombriamente a nevoa que distante a envolve.

Tão distante. A distância que cruza o oceano,
De quem em meu toque mundano queria afagá-la de mãos límpidas,
E morrer em teu amplexo Ana Elisa para assim ser também eterno.

Ander 24/01/2008

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