quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O Amor Converte.

As pétalas cálidas, alinhadas, brandas, pálidas,
O ardor, o fervor, o perfume dos campos adornados em flores,
Tão intenso que modela o incenso dos animais incolores,
As pétalas dessa flor vão-se em embrulho vermelho.

O sono no seio afetivo da dor acolhe...
Na abobada noturna os riscos em raízes perpetuando,
Como a ancora descida no seio vestal do abismo recolhe...
É meu corpo a embarcação luto, abandono e leviano.

O amor pudera eu compreender seu significado,
Quando o pranto que brota ameno no sitio fechado,
E mesmo quando atiro em berço é um berço oco, mumificado,
Quem dera o homem, originaria estrela, ser miseravelmente apanhado.

Oh! Joguete das coisas, por capricho e formalidades quer dar amor a tudo,
O amor convertido em ódio e o ódio também feito de amor,
O amo demasiadamente em culto quando o homem é ser afortunado,
E ser afortunado e doravante entre amor e morte ainda ama.

Sua presença me faz criança em dias chuvosos e melancólicos,
Mesmo na distancia e indiferença que findaram nossos corpos,
Um aperto, um soluço, vagões descarrilados, barris vazios de óleo,
Sonhos desfragmentados. Pudera apanhar-los, recuperá-los, refazer os farrapos.

Ander 20/02/2008

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