Os sulcos do solo filho... Consuma,
Embebe-se nessa fonte... Curva teus joelhos,
Essa raça é a forma escura... O individuo a chusma,
Que se reproduz com a ciência do espécime dos coelhos.
Dos frutos das arvores aos pratos finos,
Consuma... Consuma do que foi outrora símio,
Gaste a vértebra das flores e cante altos teus hinos,
Macaco Pelado Cretino, ao universo o peso do ouro é ínfimo.
Consuma o glamour do tabaco, tão fétido quanto o gás do reto,
Consuma essa lataria de rodas que do homem o faz aleijado,
Consuma Cheetos, Doritos e Ruffles, Trakinas e mentos,
Consuma a si próprio devorando a própria identidade.
O declínio da esfera o abismo regurgita,
A decadência desse espécime alcançou o seu limite,
Pudera Eu abraçar num beijo intimo uma ilha,
E começar, reintegrar – a fora da utopia, uma clara anarquia.
O cabelo azul como o céu e o rosto belo,
O clima absurdo do mundo que precoce a envolve...
É inerente ao lodo do governo quanto a quem monta um cavalo,
E a força de quem aponta um revolver.
Todavia é lapidada porque abriste o olho
E enxerga aquilo que é oculto aos tolos
Mesmo que a inocência ainda perca o brilho,
E a inumanidade tenha em absoluto um trono,
Que seja em seu coração sempre a mesma pessoa.
Ander 16/03/2008
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