terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Willyans e Vanessa.

Respingos de lama como ondas são provocados pelas solas do coturno que esmagam o solo. Como raios que rasgam o céu são os passos que cortam a terra e dos buracos de numero trinta e seis enchem de água espessa, de cor vermelha. De machucados largos nessa esfera que na Grécia teve o nome de Gaia. Willyans, o jovem Willyans de aparência de ninfa e de crueldade de Ares. Apressa-se pelo sitio esquecido, como um fogo fátuo de misticismo nos lugares mais evitados pelo homem. Há arvores de pele de ébano, muitas delas vão marchando, estão encharcadas pelas lagrimas que alvoroçadamente as despertam do sono. O céu esta triste, e se Deus está no trono, as lagrimas que caem vem de seus olhos, uns tanto quanto mundanos. São olhos de homem. Ele lamenta quando no seu céu a palavra crime é escrita por rajadas de vento e estrondosos trovões. Pudera haverá assassinatos e litros de sangue. Está é uma noite de pesares pela estupidez humana, ou talvez quem sabe, apenas, e só, a índole que forma o tal caráter. O jovem de pés de moça alcança seu destino, puxa duas pistolas As armas estavam em seu cinto, puxa-as com engenho. Vai até o umbral da mansão. Uma área de 1000 m² donde a vista se perca. É um calculo de meses, e tudo é simetricamente feito. Cinco batidas no coração do moço lá fora, cinco batidas no coração da mocinha aqui dentro. Ela sai, desce, esquiva, silêncio, silêncio. Flutua. É inspirada pela Lua, é noite de Lua. Ele sussurra – Vanessa... Vanessa... Vanessa. O portão é aberto, faíscas saem dos jovens, os dois se beijam em meio à nebulosidade do lugar, como o amor precoce que derrama da fonte e desce virando lama até empoçar nos lençóis. Ela o conduz, indo até uma luz que seria a vida após a morte, ultrapassando o sofrimento, o remorso deixa ao vento e inverte-se no hall de entrada uma adornada cruz. As pistolas estão postas e na sombra homogêneas armas e atirador.
A noite natural das matas entra em ápice, e lá fora o breu é total, se ouve uns uivos, morre-se de medo. Vê-se uma coruja em seus hábitos crepusculares e com seus olhos de morte, sacode a espinha. Lá dentro a cúmplice esta um pouco trêmula, sobe as escadas – Espere Willyans! Entra em seu quarto, lê uma estrofe de Sade. Pondera sobre a morte: “Eu menina casta, de família de brasão só de ingratidões me serviu a pureza, o zelo e a caridade, nessa santidade para qual me dediquei de corpo e alma. Sade esteve certo e a morte não e nada mais quando em mim ela não cai. Laço de família, tudo isso é histeria e eu me entrego à heresia e as devoções da carne, e tudo que é bom, enfim, eu apanho, mesmo que convoco Átropos, a Moira que corta a linha”. Ela volta, o chama. Ao contrario das pegadas no chão que infiltrou a água, fez de lamaçal, atormentando-a Natureza Aqui dentro ele é um pio, que desliza como uma garça riscando levemente a água e recitando a balada: “Tudo certo minha rainha, vamos, vamos, hoje é noite de orgias, o vinho esta no sangue e as palavras que vierem, daquelas preces serão sofismas, vamos pomba minha, ser amantes nessa ilha e gozar com a herança desses tolos para toda nossa vida. Apressamos, apressamos, à noite não pode vim a ser dia, é noite de lua cheia, ela nos inspira”.
A quietude é tamanha e se a foice nos corredores assegura o carrossel para esta jornada, ela vai ter de ser paciente। Os ossos que seguram o cabo desceu o corpo largo curvado afiado num beiral. Olhou ao horizonte e permaneceu. Vultos também sãos os vivos para os seres do além, e essa criatura filosofada já em épocas perdidas, de face aberrante de caveira, olhou suas duas crianças no corredor de piso requintado de seminato de Veneza. Os personagens passivos desse episodio, que as leis do infortúnio agora os velem; dormem com a face aberta nos estágios do sono, do primeiro ao quarto, estados altos de bem estares para um amanhecer. Despreocupados são os homens em dois momentos da existência; o sono – quando não há pesadelos – e as vibrações intensas do sexo. O corpo se funde ao da donzela e a Morte se torna o voyeur dos dois. O desfalecimento. O homem que busca a solidão, a mulher que se encobre no arrependimento. Mas isso não é para os dois; Vanessa não busca amor e Willyans tem conotações diferentes de seu corpo.

Ander (sem data)।
(Conto não terminado).